Carlos Lima
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Feira de Santana
Carlos Lima | Publicado em 10/08/2019 às 19:19:56

O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana admite crime

O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana admite crime O legislativo feirense

O presidente da Câmara municipal de Feira de Santana, vereador José Carneiro (PSDB) teve um surto de lucidez momentânea. Coisa rara.

Em entrevista concedida a um órgão de imprensa local, ao ser questionado por um ouvinte sobre a lealdade canina que impede daqueles que fazem parte da base do executivo não questionarem ou investigarem atos suspeitos adotados pelo prefeito,   afirmou que político tem lado, isso quer dizer, que são eleitos não para defender os interesses do povo e sim os seus próprios interesses, ou os interesses do seu grupo.

Por outro lado demonstrou claramente que esse apoio incondicional tem como base o “toma cá dá cá” e justificou dizendo que esse procedimento ocorre no legislativo em todo o país.

Essas declarações confirmam o caráter questionável do comportamento dos representantes do povo no legislativo feirense, ao admitir de forma cínica de que um erro pode ser corrigido com outro.

Ou seja os exemplos de seriedade e honestidade não devem ser seguidos, se existe prevaricação no legislativo nacional ele se torna a bíblia comportamental da maioria esmagadora dos políticos que os exerce.

Seguir essa venal orientação é um dever, uma obrigação, um exemplo para os pseudos representantes do povo, afinal, eles são muito bem remunerados, pagos pelo povo o mesmo que eles desprezam e achacam.

A postura adotada pelo presidente do legislativo feirense, segundo circula nos bastidores políticos é de defesa  da prática corrupta.

É inadmissível que exemplos desse nível sejam apresentados com tamanha desfaçatez que compromete a fragilizada figura do político brasileiro.

A mídia buscada pelos políticos da atualidade nos veículos de comunicação, deverão deixarem as paginas principais e se concentrarem nas páginas policiais, que lhe é o espaço apropriado.

O presidente cometeu o erro falho, tentando ser transparente e eloquente, confessou que a maioria esconde, defende, camufla, nega e escamoteia a irretocável verdade, a corrupção.

Foi um verdadeiro ato de confissão dos crimes que praticam e acham que é definitivamente defensável e compreensivo.

Por si só já deveriam ser cassados e engaiolados.

Neste país o crime confesso é status de impunidade e o povo é penalizado.

Carlos Lima

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