Carlos Lima
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Religião
Carlos Lima | Publicado em 17/08/2017 às 13:32:33

Vereador propõe leitura bíblica antes das aulas em escolas de Boa Vista

Vereador propõe leitura bíblica antes das aulas em escolas de Boa Vista Projeto do vereador Pastor Jorge erquer leitura bíblica todos os dias (Foto: Luan Soares/Ascom/CMBV)

Um projeto de lei apresentado nesta quarta-feira (16) na Câmara de Boa Vista propõe a leitura da bíblia nas escolas públicas e privadas da capital antes do início das aulas.

Durante a apreciação da proposta na quarta, o presidente da Casa Legislativa, Mauricélio Fernandes (PMDB), pediu vistas da matéria alegando a laicidade do estado. Entretanto, nas discussões sobre o projeto, parte da bancada evangélica da Câmara apoiou a matéria.

O autor do projeto de lei, vereador Pastor Jorge (PSC), justifica a proposta narrando que a bíblia sagrada é um conjunto de livros importante para a formação das pessoas.

“Para muitos um instrumento religioso. O conteúdo é universal, científico, arqueológico, geográfico e histórico”, diz na justificativa do projeto de lei.

No entendimento do parlamentar, o projeto garante que a leitura seja facultativa e antes do começo das aulas.

“O projeto proporcionará aos alunos conhecimento em todas essas áreas. A proposta é de cunho educacional. Vamos enriquecer os estudantes com cultura. O conhecimento da bíblia já norteou atitudes humanas e serviu de consulta para cientistas”.

O vereador acrescenta não haver inconstitucionalidade na matéria, pois não há incentivo à religião.

“Sabemos que o estado é laico, mas proibir a leitura bíblica nas escolas é preconceituoso, intolerante”, acentua.

‘Estado é laico’, diz presidente da Casa

Um dos motivos alegados por Mauricélio Fernandes para pedir vistas do projeto foi a alegação de que priorizar a leitura da bíblia de um segmento religioso pode afrontar a Constituição Brasileira, que garante que o Brasil é estado laico, e não pode apoiar e nem se opor a nenhuma religião.

“Minha família sempre foi católica, pai e mãe, apesar de parte dela ser crente, testemunha de jeová. Acho que não tem de haver distinção. Pode-se falar de Deus na escola. Mas sem diferenças. Acredito ser um dever da família, dos pais. O nome é religião, independente de qual credo seja”, pontua Fernandes.

Para o presidente, não deve haver apenas um tipo de segmento religioso na escola, embora sustente que é importante falar sobre Deus nas insituições de ensino.

“Vale, sim, falar dos princípios da bíblia, morais, sendo dever da família e do educador, que já faz isso.

Pedi vista para entender melhor a situação [projeto], podendo contribuir de alguma forma com apoio da minha assessoria jurídica”, conclui, citando que tem o prazo de três dias para apresentar alguma alteração no texto da matéria.

Marcelo Marques

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