Carlos Lima
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Feira
Carlos Lima | Publicado em 13/10/2018 às 12:37:47

Ronaldo: candidato messiânico.

Ronaldo: candidato messiânico. Cumprindo missão

Após as eleições no primeiro turno em Feira de Santana, o candidato a governador, derrotado e ex-prefeito do município José Ronaldo, concedeu entrevista a imprensa feirense em um salão de eventos em uma pousada no centro da cidade.

Ele disse durante entrevista ser um candidato cumprindo missão, o que o torna um candidato messiânico, palavra esta que é derivada do vocábulo missão.

“O termo messiânico é usado como adjetivo para definir tudo aquilo que está relacionado ao messianismo ou ao Messias. Para os cristãos esta palavra está extremamente ligada à figura de Jesus Cristo”.

Será que Ronaldo ao aceitar ser candidato ao governo do estado teria sido ele motivado por uma ato de epifania (revelação), na qual Deus o ungiu para tal ato?

Voltando a entrevista.

Comenta-se que o evento fora articulado pela Secretaria Municipal de Comunicação.

O fato causou estranheza pela participação da Secom, uma vez que José Ronaldo não possui mais nenhum vínculo com o Poder Público, no mínimo fica caracterizada a da Secom como desvio de função.

A articulação, organização e responsabilidade deveria ter sido uma iniciativa de sua assessoria política vinculada a campanha ao Governo do Estado.

Durante encontro o Democrata aparentava serenidade e uma identificável fluência verbal, além de evidenciar que a campanha não foi um fardo muito pesado. Mesmo levando em consideração o seu pífio desempenho eleitoral, no qual  o candidato vencedor, Rui Costa (PT), obteve um dos mais altos índices de votos já registrados nos anais da história politica baiana.

Quanto a sua declaração de que pretende ajudar os seus correligionários políticos em 2020 por entender que houve um crescimento na sua atuação política.

Há quem não concorde com essa versão.

Exemplo maior é o ex-prefeito não ter conseguido alavancar as candidaturas de seus companheiros, não conseguindo eleger nenhum deles.

As defecções já estão na ordem do dia, o exemplo maior vem com a migração para PT,  do deputado Carlos Geilson, derrotado nesse último pleito.

Também afirma que essa missão de Ronaldo se equivale a atuação adotada pelos Kamikazes durante a Segunda Grande Guerra Mundial, que para destruir os adversários se autodestruíam.

Na condição de candidato a governador do estado não obteve êxito nem para si nem para os correligionários, o que o leva a crer que o comportamento político em 2020 será diferente?

Só o tempo dirá.

cljornal.

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