Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 12/11/2018 às 10:37:24

Uma operação da Polícia Civil contra milicianos prendeu PMs no Rio

Uma operação da Polícia Civil contra milicianos prendeu PMs no Rio Policiais apreendem material usado por grupo de milicianos durante operação em Campinho, Zona Norte do Rio. — Foto: Philippe Lima/SESEG

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) prenderam, na manhã desta segunda-feira (12), dois policiais militares suspeitos de fazer parte de uma milícia que atua em comunidades das zonas Norte e Oeste do Rio.

Outros três suspeitos com mandados de prisão expedidos são considerados foragidos.

De acordo com o delegado Alexandre Herdy, da DRACO, os PMs presos, são: Bruno Guarany, cabo do 9ºBPM (Rocha Miranda), e Rafael Ávila, sargento do 22ºBPM (Bonsucesso).

Eles foram detidos em casa, no acesso ao Morro do Fubá, e com eles foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, R$ 5 mil reais, um carro e coletes à prova de balas, além de tabelas de cobrança encontradas no Campinho.

A ação acontece no bairro de Campinho, na Zona Norte, e também conta com a atuação da Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo a polícia, a base da organização criminosa funciona no bairro do Campinho.

Os policiais atuam desde o início da manhã para cuprir mandados de prisões, buscas e apreensões.

A partir de denúncias do Grupo de Compate ao crime organizado do Ministério Público, investigadores da DRACO descobriram que o grupo de milicianos praticavam crimes de extorsão a moradores, comerciantes e empresários locais, comércio ilegal de armas, tráfico de drogas, exploração ilegal do comércio e de serviços, como: sinais clandestinos de internet e TV à cabo.

Dentre os denunciados estão Leonardo Luccas Pereira, conhecido como ‘Leleo, 2L ou Panda’; Diego Luccas Pereira, vulgo ‘Playboy ou Maradona’, Edmilson Gomes Menezes, chamado de ‘Macaquinho’, Bruno Rodrigues Guarany de Carvalho ( ‘Skank” ou ‘Sk’); e Rafael Ávila (‘Manteigão’ ou ‘Papel’).

A polícia diz que a organização criminosa oferece risco, insegurança e causa medo aos moradores de Campinho e redondezas.

“Não se olvide que as condutas praticadas pela organização criminosa que contava com policiais militares em sua cúpula, para além do resultado alcançado com os próprios fatos criminosos em si, atentam contra a sociedade, colocando-a em estado de insegurança e de alerta permanentes”, destaca a denúncia.

“A investigação nasce a partir de uma operação da Draco em 26 de fevereiro desse ano.

Foi oferecida a denúncia contra os cinco elementos: Skank, Manteigão, Playboy, Leleu e Macaquinho.

Skank e Manteigão presos”, disse o promotor do Grupo de Atuação

Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Moradores do Morro do Campinho e das redondezas relataram intenso tiroteio, desde o início da manhã na região. Segundo a Secretaria de Segurança, não houve feridos.

Henrique Coelho

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