Bolsonaro acima de tudo e a estupidez acima de todos nós/ Por Sérgio Jones*

Inacreditável

Nos chama particularmente a atenção o jejum nacional promovido pelo governo neofascista com viés teocrático de Jair Bolsonaro (sem partido), ao convocar para o domingo, 5 de abril, com o propósito de enfrentar a pandemia do Covid-19, reuniu alguns poucos seres dementes e insanos que se postaram de forma patética frente ao Palácio do Planalto e intercederam pelo mandatário brasileiro.

No final da tarde, deu-se por encerrado o ato litúrgico, tendo a triste figura do presidente participando de uma rodada de orações que finalizou o encerramento do seu jejum religioso.

Como já se tornou muito comum estas cenas de insanidade coletiva gestada pelo atual governo, antes do ritual grotesco, que contou com pouco mais de uma dúzia de fanáticos, de um grupo de crentes, ele aproveitou para dar alguns recados. “Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona”, ameaçou.

Em seguida se queixou da atuação da imprensa, se ajoelhou para orar o “Pai Nosso” acompanhando as palavras de um padre e de um pastor. Que por ‘decreto’ religioso sentenciou: “Em nome de Jesus, eu quero proclamar que no Brasil não haverá mais morte pelo coronavírus”, disse o padre.

O presidente foi duramente criticado, principalmente pela imprensa internacional. Há quem goste de afirmar, com todas as letras, que Deus é brasileiro, e cita como exemplo o fato do Covid-19 ter aportado em terrabrasilis, só depois de ter feito estragos em países de vários outros continentes.

O que permitiu a todos os brasileiros a se preparar melhor para enfrentar a difícil situação. Além de que a agressividade da virose, até o presente momento, se apresente com menor virulência.

Mas me permito o direito de discordar quanto a paternidade de Deus, atribuída de forma graciosa pelo povo brasileiro. Se tal conceito fosse verdadeiro, sendo Deus um ser magnânimo, poderoso e justo, jamais nos deixaria como legado a presença de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

A não ser que tal situação tenha a sua origem em uma espécie de castigo divino. Que até mesmo o pior dos mortais, não seria merecedor.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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