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Armazém do Campo recebe debate sobre prejuízos de agrotóxicos à saúde, neste sábado

Como e em que parte do corpo cada agrotóxico afeta o organismo e ameaça a nossa saúde? Neste sábado (23), pesquisadores, integrantes do MST e jornalistas vão responder esta e outras perguntas em um evento aberto ao público.

Serão apresentados relatórios e reportagens recentemente publicados no Brasil e fora.

A ação faz parte da campanha Brasil Sem Veneno, uma parceria entre as equipes editoriais do observatório do agronegócio no Brasil, De Olho nos Ruralistas, e O Joio e o Trigo.

O evento acontece no Armazém do Campo de São Paulo a partir das 11h. A entrada é gratuita e não necessita de inscrição prévia.

Uma das novidades que o público poderá ter contato é um mapa do corpo humano que indica em que parte e de que forma cada tipo de agrotóxico prejudica nossa saúde.

“A gente fez uma investigação com médicos e cientistas sobre o impacto dos agrotóxicos em cada parte do corpo. Como que esses venenos impactam no nosso cérebro, na nossa respiração”, explica Natalie Lima Hornos, integrante do site De Olho Nos Ruralistas e uma das realizadoras do Brasil Sem Veneno.

Na mesa de debate estão confirmados João Peres e Schirlei Alves do site O Joio e O Trigo, representantes do MST e Mônica Ferreira, sob a mediação de Bruno Bassi do De Olho nos Ruralistas.

Os participantes poderão ainda se deliciar com comidas agroecológicas.

Virtualmente, a pesquisadora Larissa Bombardi também vai participar. Doutora em Geografia, ela anunciou, em março de 2021, que estava deixando o Brasil por motivos de segurança.

Recentemente ela publicou o relatório Comércio Tóxico – A ofensiva do lobby dos agrotóxicos da União Europeia no Brasil, junto com o pesquisador Audrey Changoe.

De acordo com Natalie Hornos a motivação da campanha Brasil Sem Veneno foi o aumento expressivo da liberação de agrotóxicos nos últimos anos, especialmente desde o início do governo de Jair Bolsonaro (PL).

“É fundamental as pessoas perceberem a ligação do bolsonarismo com o avanço do agronegócio”, defende a jornalista.

Além de denunciar os efeitos dos agrotóxicos na saúde humana, a campanha Brasil Sem Veneno quer propor uma alternativa para este cenário.

“Queremos botar no centro do debate a importância dos agricultores familiares, os defensores desse modo de vida saudável. E também qual é a relação disso com nossa missão como sociedade, principalmente pensando que estamos em ano de eleição. Temos que pautar a agroecologia como tema eleitoral, como outro modo de vida que a gente quer ter”, defende Natalie Hornos.

Depois de São Paulo, o projeto Brasil sem Veneno vai para o Norte do país. O evento acontece no X Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA), no painel “Brasil envenenado – agrotóxicos e seus impactos socioambientais”, organizado pela Fundação Heinrich Böll no dia 29/7, em Belém (PA).

Por último, volta ao Sudeste, no dia 30/7. O evento acontece no Rio de Janeiro (RJ), para um debate no Raízes do Brasil, às 14h30.

Lucas Weber

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