Colbert: coadjuvante de prefeito tem como projeto de governo retorno à Câmara dos Deputados e não o povo/ Sérgio Jones

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Colbert Filho

Prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins (MDB), reeleito de Feira de Santana, tem uma língua bifurcada, o que significa dizer que ele se apropria de muitas promessas e discursos vários, apenas para atender as suas próprias conveniências. Promete uma coisa e realiza outra.

Podemos tipificar como exemplo a conversa mole que o prefeito eleito utilizou em um dos seus mais recentes discursos, em que dá claras demonstrações de que procura conciliar e manter-se em boa sintonia com o governador Rui Costa.

Ao declarar que a sua vitória nas urnas não representa um revés para o governador Rui Costa, em particular: “Eu faço uma separação. O governador Rui Costa, no meu entendimento, é muito maior que o PT. Quem perdeu as eleições foi o PT, Rui não. O governador está acima do PT. Eu e o governador temos uma relação institucional muito tranquila e respeitosa”. Desde quando foi respeitosa? Só se for pós eleição.

Ao insinuar que o maior derrotado nas eleições 2020 na Bahia foi o PT. O que busca Colbert com o seu discurso reducionista é procurar dourar a pílula, junto ao governador do Estado. Trabalhando em sintonia com Rui Costa possibilitará a ele, em seus dois anos de governo, se catapultar para ocupar a tão almejada cadeira em 2022, na Câmara dos Deputados.

De inverdades e inverdades os políticos fossilizados e conservadores vão se mantendo e se locupletando no poder, enquanto o povo continua chafurdando no charco infecto criado por eles.

O objetivo dos senhores da Casa Grande é empobrecer a classe trabalhadora destruindo as suas conquistas, o que está acontecendo na prática. O que os torna mais vulneráveis. Assim sendo, fica mais fácil da classe se tornar manipulável, o que para os opressores desse triste país, não deixa de ser a cereja do bolo.

O prefeito Colbert não pode nem deve ser considerado um gestor sério e competente. Se assim o fosse não aceitaria desempenhar o lamentável papel de coadjuvante de prefeito que tem como protagonista a lamentável figura do Imperador da Caatinga e ex-prefeito, Zé Ronaldo.

A submissão do atual gestor é abjeta e depõe contra si mesmo. Foi esse tipo de ser humano que o povo concedeu e permitiu a continuação dele no poder. Triste Bahia ó quão dessemelhante.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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