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Ex-prefeito feirense ingressou na vida pública ainda verde, amadureceu e agora está caindo de podre/ Por Sérgio Jones

Colbert Filho e José Ronaldo, durou pouco

Dizem que a política é a arte do possível. Pode até ser, mas tal conceito não se aplica em Feira de Santana. Embora as safadezas perpetradas por suas excelências se traduzam e se apresentem como atos praticados visando o bem-estar da população, isso nunca acontece.

Em uma definição simplista podemos dizer que o Legislativo e Executivo são poderes independentes e harmônicos, entre si.

O primeiro tem como função executar as leis já existentes, as políticas públicas e o gerenciamento da máquina e do orçamento público. Quanto ao legislativo, no âmbito municipal, compete legislar e fiscalizar os atos do Executivo.

Estas nobres funções só existem no ideário político. Na prática, não se aplica. Aqui na terrinha de Lucas, menos ainda, os vícios entre eles não só existem como são amplamente incentivados.

A cruzada que no momento é travada entre os dois poderes não acontece simplesmente por princípios nobres e em defesa dos interesses do coletivo, mas por interesses particulares e mesquinhos.

Devido à falta de habilidade política do prefeito de direito e não de fato, Colbert Filho (MDB). Que sente dificuldades em dar continuidade de velhas práticas e vícios mantidos entre Executivo e Legislativo pelo seu antecessor e guru político, José Ronaldo.

O Ex-prefeito transformou o Legislativo em um puxadinho do executivo durante décadas. Comportamento interrompido na gestão de governo de Colbert. O que tem resultado em conflitos, aparentemente, irreconciliáveis, entre suas excelências.

O choque de interesses entre os podres poderes resvala nas regalias concedida pela máquina pública. Que atua como um amplo cabide de empregos em que contempla familiares e cabos eleitorais dos ínclitos legisladores.

Diante do impasse posto, os parlamentares resolveram dar o pretenso grito de independência com relação as suas discutíveis relações mantidas com o executivo.

Toda essa sórdida manobra política não acontece de forma graciosa. O que existe entre ambos os poderes é uma relação de trocas nada republicana.

O gestor ao fazer tais concessões consegue se beneficiar politicamente ao garantir uma bancada majoritária e submissa aos seus interesses. Enquanto os nobres parlamentares se beneficiam com a farta distribuição de empregos concedida pelo executivo.

Toda esta farra é feita de forma despudorada, com recursos públicos.

Tal prática contempla a todos, menos ao povo e caracteriza-se como desvio de função. Esse câncer político só poderá ser extirpado, do seio da sociedade, através de uma ampla e séria reforma política.

O grupo político de José Ronaldo e seus próceres se encontram encastelados no poder por décadas. Iniciaram suas vidas nas lides políticas ainda verdes, amadureceram no poder, agora estão caindo de podres. Esquecem estes senhores que a verdadeira riqueza é a vida. O dinheiro é substituível. Ela não!

Por Sérgio Jones, jornalista, (sergiojones@live.com)

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