Poço seco e falta de estudo contribuíram para fracasso no leilão de gás das bacias de São Francisco e Parecis

 

Apesar de alguns blocos licitados na 12ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) terem registrado ágios elevados, houve bacias inteiras que não tiveram empresas interessadas. Foi o caso, por exemplo, das áreas ofertadas nas bacias do São Francisco e Parecis, que não tiveram nenhum bloco licitado. No total, apenas 30% (72) dos 240 blocos em oferta foram arrematados.

Em outras duas áreas, a procura foi considerada bastante reduzida, fracassando em atrair empresas interessadas. Na Bacia do Parnaíba, dos 32 blocos ofertados só um recebeu proposta e na Bacia do Acre, dos nove blocos ofertados, só um foi arrematado.

A única proposta na Bacia do Parnaíba foi feita pela Geopark, que ofereceu bônus de R$ 920.597 pelo bloco 597. Assim, o ágio foi de 29,53% e os investimentos mínimos obrigatórios para o bloco somam R$ 6,737 milhões.

A Petrobras levou, sozinha, o bloco AC-T-8, na Bacia do Acre. A estatal ofereceu bônus de R$ 295 mil, com ágio de 0,16% em relação ao valor publicado em edital. O investimento mínimo obrigatório no bloco é de R$ 12,220 milhões.

A diretora-geral da ANP confirmou que a constatação de um poço seco ao Norte da bacia de São Francisco influenciou o fracasso da área. A executiva disse ainda que o teste negativo fará com que a região fique de fora das próximas rodadas. A parte mais ao Sul, no entanto, poderá entrar em próximas licitações.

Já em relação à Bacia de Parecis, que também não recebeu oferta, Magda afirmou que é preciso fazer novos estudos geológicos. Ela destacou que, em 2008, a bacia do Paraná também não havia atraído nenhuma empresa. A mesma área, após amadurecimento, teve todos os 19 blocos arrematados nesta quinta-feira (28).

“Tivemos a Bacia do Paraná com uma surpresa muito boa. Tivemos bloco adquirido no Parnaíba e entendo que é preciso fazer melhor um plano plurianual de geologia. Não ter oferta nesse ano não quer dizer que a bacia nunca mais vai ter oferta. Quer dizer que as empresas entenderam que, no estágio de crescimento da bacia, é preciso ter mais dados”, afirmou a diretora.

A Petrobras investiu pesado e levou – sozinha ou em consórcio – 47 dos 72 blocos arrematados. O leilão contou com a participação de 12 empresas, das quais oito nacionais e quatro estrangeiras – Alvopetro (Colômbia), Trayectoria (Panamá), Geopark (Bermudas) e GDF (França, em consórcio com a Petrobras). Com a rodada, o governo arrecadou R$ 165,196 milhões e ágio médio de 755,95%.

Fonte: Bruno Rosa, Marcello Côrrea, Ramona Ordoñez

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