Raí ganha força nos bastidores do São Paulo.

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Presidente Leco decidiu manter Raí como executivo de futebol do São Paulo em 2020 — Foto: Maurício Rummens / Estadão Conteúdo

Raí ganhou força nos bastidores e deverá continuar como executivo de futebol do São Paulo em 2020. Antes da vitória do Tricolor sobre o Internacional, na última quarta-feira, no Morumbi, a saída do dirigente era considerada iminente.

A classificação para a fase de grupos da Libertadores, o comportamento dos jogadores a favor de Raí e pressões de diferentes alas do clube sobre o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mudaram essa tendência.

Pressionado por grupos políticos da base aliada a fazer uma reestruturação e a tirar Raí do cargo, Leco havia definido que o diretor-geral do São Paulo, Carlos Belmonte Sobrinho, seria o nome para a função, caso a saída do ídolo fosse confirmada. Mas essa troca não vai acontecer. Neste momento, Leco está mais propenso a renovar com Raí até o fim de 2020, quando seu mandato terminará.

Em meio à indefinição sobre o futuro de Raí, foi cogitada a possibilidade de uma composição na gestão do departamento de futebol. Esse formato acomodaria o ídolo e Belmonte em diferentes funções, mas essa ideia não avançou.

Na possível troca de Raí por Belmonte houve pressões de dois lados opostos:

Favoráveis

A mudança daria sinal verde para uma reestruturação profunda no departamento de futebol pedida desde o primeiro semestre por grupos políticos, com reavaliações de diferentes setores do CT da Barra Funda, como departamento médico, fisiologia e fisioterapia, entre outros;

Com essa troca, Leco agradaria sua base aliada que pedia a saída de Raí a um ano da eleição de 2020; o atual presidente não poderá concorrer;

Os resultados ruins do futebol após altos investimentos (o clube registrou déficit de janeiro a agosto de R$ 76,5 milhões) e decisões questionadas de Raí, como a demissão de Diego Aguirre a cinco rodadas do fim do Brasileirão de 2018, pesavam a favor da troca.

Contrários

A unidade no vestiário e o comportamento dos jogadores a favir de Fernando Diniz e Raí gerou uma conexão entre elenco, comissão técnica e diretoria após a classificação para a Libertadores, o que abriu a brecha para questionamentos sobre a mudança no comando;

A troca de um profissional por um conselheiro não remunerado representaria um retrocesso ao estatuto do clube no departamento mais importante. Embora tenha liderado com sucesso o projeto de basquete do clube, Belmonte não seria remunerado, o que driblaria esse ponto do estatuto, mas substituiria um executivo sem ter “notório conhecimento da área”, como prega o documento do clube.

Essa indecisão do presidente Leco a respeito do futuro de Raí atrasa o planejamento do São Paulo para 2020. De qualquer maneira, Fernando Diniz é o nome para comandar o time na próxima temporada. O treinador é defendido e muito elogiado pelos líderes do elenco.

Independentemente da provável permanência de Raí, o São Paulo precisa vender jogadores para fechar as contas no azul. Antony é o principal candidato e tem boas chances de ser negociado – ele desperta interesse de clubes da Alemanha. O Tricolor precisa vender jogadores para, por exemplo, contratar Tiago Volpi, uma das prioridades para 2020.

Reviravolta no São Paulo: Raí continuará no cargo de executivo de futebol — Foto: Marcos Ribolli
Reviravolta no São Paulo: Raí continuará no cargo de executivo de futebol — Foto: Marcos Ribolli

 André Hernan e Marcelo Hazan

OUTRAS NOTÍCIAS