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Terceirização sem limites vai destruir direitos trabalhistas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) declarou que vai se empenhar na aprovação da Reforma da Previdência assim como apoia projeto que terceiriza atividade-fim.

O projeto de lei 4302/1998, que institui a terceirização/precarização plena no mundo do trabalho foi desengavetado por Temer.

A proposta, que foi encaminhada pelo executivo durante a gestão de Fernando Henrique é relatada pelo deputado Laércio Oliveira (SD-SE) e só depende de uma votação no plenário da Câmara para ir à sanção.

“A frase dele (Maia) esconde uma posição política e mostra de que lado ele está.

O presidente da Câmara tem que nos poupar de frases de efeito. A legislação atual é fruto de negociação e de lutas”, afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical ao jornal O Globo. A declaração veio em resposta a Maia que afirmou que o empregador “é um herói”.

Para o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) a terceirização proposta por Temer liquida com direitos da classe trabalhadora e blinda os empresários.

“É bom lembrar que, tanto o PLC 030 como o PL 4302, são demandas dos setores da indústria e do comércio. A classe trabalhadora nunca foi ouvida, basta lembrar a forma como fomos tratados durante a votação na Câmara do PL 4330”, alertou o dirigente.

Para a secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria das Graças Costa, a tramitação do 4302 é uma traição por parte dos parlamentares e representa o desprezo total pela democracia.

“Em dezembro fizemos conversa com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e com o Eunicio Oliveria (presidente do Senado) que se comprometeram em não colocar em votação o PL 4302 e disseram ser contra terceirização na atividade-fim.

São traidores, inclusive da democracia, porque não respeitaram as audiências públicas organizadas pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que levou a discussão sobre o PLC 30 – leia mais abaixo – a todo o país e ouviu por unanimidade, a rejeição à terceirização na atividade-fim”, falou.

Para a técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Adriana Marcolino a medida é um tiro no pé em época de crise.

Garibaldi

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