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Possível invasão russa na Ucrânia gera maior crise de segurança em anos para a Europa

O aumento da força militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia está provocando a maior crise de segurança em anos para a Europa e seus aliados, como os Estados Unidos.

São pelo menos 100 mil soldados russos no local, além de tanques, veículos de guerra e helicópteros.

O tom dos discursos de Putin e a trajetória do desdobramento militar deixam poucas dúvidas sobre suas intenções: recuperar o controle sobre uma ampla faixa da antiga União Soviética – até o ponto de reverter os passos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aos anos da Guerra Fria.

Nesta semana, Reino Unido e Canadá enviaram apoio militar aos ucranianos – O Ocidente afirma que a Rússia se prepara para uma guerra para impedir que a Ucrânia se junte à Otan.

Na quarta-feira (19), o presidente americano Joe Biden disse que se a Rússia avançar sobre a Ucrânia, o país pagaria caro por isso.

“Mas se eles realmente fizerem o que são capazes de fazer com as forças acumuladas na fronteira, será um desastre para a Rússia se eles invadirem profundamente a Ucrânia. Nossos aliados e parceiros estão prontos para impor custos severos e danos à Rússia e à economia russa”, afirmou Biden.

Ucrânia e Rússia estão em desacordo desde que o governo russo anexou a península da Crimeia em 2014. As tensões se agravaram com o conflito no leste da Ucrânia, que deixou mais de 13.000 mortos até agora e onde a Rússia é acusada de apoiar separatistas. O Kremlin nega.

O presidente russo, Vladimir Putin, acusa os ocidentais de exacerbar as tensões ao entregar armamento moderno à Ucrânia e realizar “exercícios militares provocativos” no Mar Negro e perto de suas fronteiras.

Imagens (ver abaixo) feitas com um satélite e divulgadas nesta quinta-feira (20) mostram tropas do exército da Rússia perto da fronteira com a Ucrânia. Segundo a empresa Maxar Technologies, responsável pela captação dos registros, as forças russas estão implantadas em quatro locais no oeste do país, perto da área fronteiriça.

Cazaquistão é peça fundamental na região

O Cazaquistão tem enfrentado protestos populares possivelmente financiados pelo Ocidente e Putin esteve no país aliado nesta semana para demonstrar apoio ao governo.

Em menos de dois anos, a Rússia teve que administrar duas manifestações surpreendentes à sua porta: em Belarus e no Cazaquistão. Mas do ponto de vista do Kremlin, o Cazaquistão, a maior das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, é uma peça do dominó importante demais para cair.

Permitir que o Cazaquistão se desloque ainda mais para uma órbita ocidental seria um golpe para o orgulho russo e indicaria que Moscou está afrouxando o controle sobre uma área rica em recursos naturais, que atraiu bilhões em investimentos dos EUA e da China.

O Cazaquistão tem a 12ª maior reserva de petróleo e a 14ª de gás natural comprovadas do mundo. Em 2019, o país produziu quase metade do urânio do mundo, de acordo com a Associação Nuclear Mundial.

RPP

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