Crise sanitária gera oito novos bilionários enquanto 52 milhões de pessoas ficarão pobres/ Por Sérgio Jones

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Bilionários brasileiros enriqueceram R$ 176 bilhões durante a pandemia, aponta Oxfam - FOTO FOLHA IMPACTO

Avareza e a ganância do câncer do modelo capitalista avança e se transforma em metástase que se espalha sem controle e liquida grande parte da população planetária. O planeta está doente, se nada efetivamente for feito para deter o apetite voraz desse modelo econômico predatório, a humanidade não terá futuro algum.

Oito novos bilionários, predadores do sistema surgiram no o início da crise, enquanto 52 milhões serão jogados na vala da pobreza até o fim de 2020, em todo continente latino Americano.

Prova inconteste e resultado da má distribuição de renda que sacrifica e conduz a miséria de milhões de seres humanos. Enquanto meia dúzia de parasitas se chafurdam na abundância desmesurada e inadmissível que coloca em xeque a lógica e a coerência que deve ser fator de norteamento para toda a sociedade.

Diante do quadro bizarro exposto, urge a necessidade de que se crie e adote medidas tipo Imposto extraordinário sobre as grandes fortunas, o que gerará uma arrecadação de U$ 14,6 bi — o debate precisa ser feito já. A classe menos favorecida da sociedade não pode continuar arcando com o peso deste tipo crime econômico,

De acordo com o exposto pelo relatório elaborado pela Oxfam Brasil, este aponta que a região da América Latina e Caribe desde 1º de junho, se converteu no novo epicentro da crise sanitária. Superando até mesmo as taxas de expansão dos Estados Unidos e da Europa, gerando resultados sociais devastadores.

O mais inconcebível em todo esse teatro de crueldades e cenário de horrores é que os elevados níveis de desigualdade e pobreza preexistentes à crise, somados à alta informalidade e a administrações públicas com recursos insuficientes são um efeito multiplicador que explica a vulnerabilidade e a tragédia que se abate sobre a região e limita sua capacidade de conter a pandemia.

A crise não afeta a todos igualmente. Desde o princípio dos isolamentos, oito novos bilionários surgiram na região, o que representa que os multiplicadores de pães produzem o surgimento de um novo bilionário a cada duas semanas, enquanto na outra ponta da corda se estimam que até 52 milhões de pessoas se tornarão pobres e 40 milhões perderão seus empregos este ano.

O lado podre de todo esse modelo econômico é que a riqueza dessa elite de super milionários da região cresceu 17% desde meados de março, o que corresponde a soma de US$48,2 bilhões, uma expansão de 38% do total dos pacotes de estímulo que o conjunto de governos implementou e a nove vezes a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) com empréstimos de urgência à região até o presente momento.

Nunca é demais lembrar que a busca insaciável de riquezas e poder quase sempre é alimentada por mentiras e corrupção. O dinheiro ao ser colocado em primeiro lugar, organizações e até sociedades inteiras destrói valores que são eternos. A ausência de justiça coloca pessoas contra pessoas, estados contra estado, países contra países.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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