Idosa internada com derrame cai da maca e fratura o rosto em hospital

Aos 81 anos, Cícera Severina da Conceição Julião teve um derrame e foi internada, na quinta-feira, no corredor da emergência do Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No dia seguinte, Alexandre da Conceição Julião, de 28 anos, teve dificuldade para reconhecer a avó entre os pacientes. A idosa estava com o rosto machucado e inchado. Um exame, então, constatou uma fratura na face.
– O olho estava roxo, havia sangue no nariz, na boca e no edredom que a cobria. A enfermeira disse que minha avó tinha se jogado da maca, mas ela caiu no chão por negligência. A maca não tinha proteção lateral, e eles não permitem que um familiar fique acompanhando o idoso – disse Alexandre.
O neto de dona Cícera conta que, após registrar queixa no Ministério Público (MP), a idosa foi transferida para uma maca com proteção lateral.
Pablo Vazquez, secretário geral do Cremerj, ressalta que uma queda pode ter consequências sérias, como um traumatismo craniano:
– É um erro na segurança do hospital permitir macas sem proteção.
O resultado da tomografia, feita após a queda, no entanto, só sai hoje (15). Com o aparelho do hospital quebrado, a paciente teve que ser levada a uma clínica conveniada.
A diretora clínica do hospital, Marta Gisela, explica que a paciente estava em uma maca destinada apenas ao transporte, pois não havia outra disponível e, por isso, a queda aconteceu.
A médica nega que o hospital tenha sido notificado pelo MP, e critica a explicação dada por uma enfermeira de que a idosa teria se jogado:
– Ninguém tem o direito de passar essa responsabilidade para o paciente.
Sobre a proibição de acompanhantes, um direito dos idosos, a diretora alega que não há espaço para acomodá-los na emergência.

Fonte: Redação / Extra

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