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Post de Bolsonaro após denúncia de propina mostra que ele vive realidade paralela

Bolsonaro e sua realidade paralela

Uma das maiores provas de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vive em uma realidade paralela à do próprio país que governa é o seu Twitter.

Mesmo após a denúncia revelada pela Folha de S. Paulo de que o seu governo ofereceu propina na compra de vacinas contra a Covid-19, Bolsonaro usou sua rede social para tirar a atenção dos seus eleitores sobre o caso.

Em vez de comentar ou se defender sobre possível crime que visou superfaturar vacinas a 1 dólar cada para enriquecimento ilícito, Bolsonaro decidiu fazer propaganda do voto impresso, uma de suas principais bandeiras para as eleições do ano que vem.

O presidente também não repercutiu a informação de que seu governo pagou cerca de R$ 268 mil a jornalistas e artistas para que falassem bem dele na TV, nos jornais e nas redes sociais. Luciana Gimenez, Sikêra Jr., Nelson Rubens e Luís Ernesto Lacombe foram alguns dos que faturaram na chamada ‘mamata de Bolsonaro’.

Em queda em todas as pesquisas de opinião, o presidente brasileiro parece ter como principal objetivo tumultuar a eleição do ano que vem. O voto impresso, defendido por ele, estava em vigor tanto nos EUA como no Peru.

Nos dois casos, os candidatos da direita saíram derrotados, contestaram os pleitos e tentaram permanecer no poder através de golpe.

‘Mamatão’
Apresentadores de TV e jornalistas que falam bem do atual governo receberam R$ 268 mil de dinheiro público. Os dados foram divulgados pela Folha de S.Paulo.

Sikêra Jr. recebeu R$ 120 mil, como revelou o Pragmatismo dias atrás. Tino Júnior, do Balanço Geral RJ, ficou com R$ 45,7 mil. Lacombe embolsou R$ 20 mil e Luciana Gimenez R$ 51 mil.

Outros cinco apresentadores beneficiados pelos repasses de recursos públicos comandam programas policiais da Record TV. O dinheiro público foi usado em campanhas para divulgação da reforma da Previdência, de 2019, tratamento precoce contra a Covid, combate ao aedes aegypti, violência contra a mulher e cédula de R$ 200, entre outras iniciativas.

Maurício Thomaz

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