Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 08/11/2018 às 09:35:43

Bolsonaro anuncia fim do Ministério do Trabalho, criado há 88 anos

Bolsonaro anuncia fim do Ministério do Trabalho, criado há 88 anos

Jair Bolsonaro diz que ministério do Trabalho será extinto e incorporado a outra pasta.

Em nota, MTE se posicionou contra a ideia

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou, no fim do dia de ontem, quarta-feira (7), que o Ministério do Trabalho, criado há 88 anos, será incorporado a outra pasta.

O anúncio foi feito em Brasília, após almoço no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“O Ministério do Trabalho vai ser incorporado a algum ministério”, disse Bolsonaro, sem dar mais detalhes.

O juiz Sergio Moro, apontado como ministro da Justiça, também participou da agenda.

Na segunda-feira 5, a equipe de Bolsonaro recebeu uma proposta para agregar o Ministério do Trabalho (MTE) ao Ministério da Indústria (Mdic).

A ideia foi levada por dez associações industriais ao futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Segundo o documento, a fusão dos ministérios permitiria aprimorar a relação “capital-trabalho”, promovendo empreendedorismo, inovação e produtividade.

O Ministério do Trabalho publicou uma nota na qual rechaça a ideia.

“O Ministério do Trabalho, criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil, se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros”, diz a nota.

O texto acrescenta que o futuro do trabalho e suas complexas relações precisam de ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva.

“O Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.”

Em nota, a Força Sindical criticou a ideia. “Não podemos nos calar”, inicia o comunicado.

“As demandas dialogadas de forma plenamente democrática, com importante atuação do MTE, contribuíram significativamente para o avanço das relações de trabalho”, diz o texto assinado pelos líderes sindicais Miguel Torres e João Carlos Gonçalves.

“Queremos o MTE forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento”, conclui.

Agência Estado

 

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