Não somos obrigados a concordar com o pensamento de outrem

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Todo o ser humano se comporta de variadas formas porque deseja atingir algum fim, ou melhor, porque tem propósitos próprios e desejos a saciar.

Habitamos uma casa, nos alimentamos e trabalhamos para atender as nossas necessidades pessoais, ou seja, os nossos interesses pessoais.

Tudo isso faz parte de uma moralidade construída pelos conceitos, regras e métodos que disciplinam o nosso verdadeiro ,habitat conforme o seu modo de vida.

O que explica a conduta moral do ser humano? Como podemos dizer que ela é própria a cada um? Individualmente nós somos únicos e de várias formas, no entanto, podemos ser conduzidos coletivamente por um motivo comum, sem perdemos a nossa individualidade e os nossos próprios interesses.

É bem verdade que alguns pensadores afirmaram que a motivação do interesse próprio explica todas as nossas ações.

A Maçonaria prova o contrário. A sua motivação, conforme os seus princípios, não têm nenhuma ligação com o interesse próprio, como razão filosófica de sua existência, mesmo porque, a motivação de interesse próprio é classificada como egoísmo psicológico e vaidade não vencida.

A Maçonaria combate as vaidades. E nós Maçons somos capazes de vencermos, superarmos nossos defeitos e aprimorarmos as virtudes que o G.A.D.U concedeu ao ser humano.

E, é dessa forma que abrimos mão da defesa dos próprios interesses para seguir regras morais e legais, contanto que outras pessoas também estejam dispostas a fazer o mesmo.

Na verdade, as instituições da moralidade, na maioria das vezes, surgem de motivos puramente voltados ao interesse próprio, estes, pensam a moralidade como um contrato social, ou seja, ele abre mão de parte de sua liberdade e do seu conceito moral para receber maior segurança.

Essas ações podem ser descritas em conceitos virtuosos, que na excessiva maioria são falsos, não traduzem a realidade do comportamento.

Mesmo não assumindo conscientemente nossos verdadeiros motivos, eles, no fundo, são egoístas. A de se entender e assumir que as ações moralmente boas sempre nos fazem sentir bem, além de descortinar a reciprocidade no futuro,nos deixa bem aos olhos dos outros. Acredita-se que aumenta nossas chances de salvação e, na verdade, são realizadas por essas e outras razões. As quais, publicamente jamais serão reconhecidas. Salvo exceções.

Diversos são os conceitos filosóficos de moral, ética e moralidade, como inúmeros são os filósofos. Mas, na verdade, não somos obrigados a concordar com todos os pensadores, se assim o fizermos estaremos renunciando a nossa condição de pensar.

Precisamos desempacotar a nossa própria forma de pensar e associá-la aos princípios Maçônicos, onde o todo é mais importante do que um.

O objetivo da nossa prática Maçônica é a fidelidade aos seus conceitos e o nosso desejo será o de alcançar seus objetivos; não visamos a satisfação. Ela é um produto colateral da nossa prática como irmão Maçon.    

Fonte: Carlos Lima

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