Renan: votação sobre veto sai hoje “de qualquer maneira”

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O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (6) que a votação do veto da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei  que redistribui os royalties do petróleo vai ocorrer “qualquer forma”. Segundo Renan, essa votação já foi marcada e desmarcada algumas vezes e é importante que a análise seja feita. “É uma resposta que o Congresso dará a sociedade com relação ao cumprimento do seu papel”, disse.

 

Ontem (5) a votação foi adiada porque a Mesa do Congresso não incluiu na cédula de votação, distribuída a deputados e senadores, dois dispositivos vetados pela presidenta Dilma. O erro aconteceu porque, na época dos veto, o Executivo não justificou esses dois itens. A correção foi republicada em uma edição extra do Diário Oficial da União e os pontos corrigidos foram lidos ainda na sessão de ontem e serão incluídos nas cédulas da votação prevista para hoje. Ao todo a análise envolverá 142 dispositivos.

 

Apesar da disposição do presidente do Congresso em votar a questão, para parlamentares que representam o Rio de Janeiro e Espírito Santo – estados produtores de petróleo -, a republicação dos vetos não implica apenas correções e adendos.

 

Além dos votos contrários à derrubada do veto de 126 parlamentares do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo, deputados e senadores de estados produtores estão conversando com colegas da Bahia, do Rio Grande do Norte, de Sergipe e do Amazonas, que segundo eles, também perdem com a anulação do veto.

 

Outra estratégia, de acordo com Alessandro Molon (PT-RJ) , é convencer parlamentares do Pará e de Minas Gerais de que “o feitiço pode virar contra o feiticeiro”, uma vez que, quando o Congresso for analisar a proposta que trata dos royalties da mineração, esses dois estados devem ser submetidos as mesmas regras sobre a redistribuição dos royalties do petróleo.

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